Com o lema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, o Detran RJ lança, na próxima segunda-feira 4/5, a campanha do Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização sobre a segurança viária. O movimento de conscientização ganha importância vital num momento em que os acidentes no trânsito atingem números alarmantes, principalmente em ocorrências fatais que envolvem motocicletas. A iniciativa reforça a importância da empatia entre condutores e do respeito às regras.
Em 2025, foram registradas 29.580 vítimas de acidentes de trânsito no estado, segundo dados do Detran RJ. Desse total, 2.375 resultaram em mortes e 27.205 pessoas ficaram feridas. A maior incidência envolve homens entre 18 e 39 anos.
Para o presidente do Detran RJ, Rodrigo Coelho, a conscientização, o respeito ao outro e às leis de trânsito são essenciais para a redução desses índices.
"É imprescindível mobilizar a sociedade para o debate e envolver todos os atores do trânsito na construção de um ambiente mais seguro, com foco na mudança efetiva do comportamento dos condutores. A integração entre órgãos e entidades é fundamental para reduzir os índices de acidentes e preservar vidas", afirmou.
O movimento está completando 15 anos e, no Estado do Rio, o Detran RJ realiza uma série de ações em parceria o Instituto de Traumato Ortopedia (INTO), a CET-Rio, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre outras instituições.
A programação inclui a iluminação de monumentos, como o Cristo Redentor; ações educativas em rodovias e na Ponte Rio-Niterói, atividade educativa com simuladores de acidentes; atividades em escolas e bares, além da distribuição de antenas de proteção para motociclistas.
O diretor da Coordenadoria de Educação para o Trânsito, Marcus Moreira, destaca o papel da campanha na mudança de comportamento.
"O Maio Amarelo é um convite à reflexão sobre o nosso papel no trânsito. Enxergar o outro é agir com responsabilidade e fazer escolhas mais seguras. São atitudes simples, mas com impacto direto na preservação da vida", disse.